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O uso e desenvolvimento da Inteligência Artificial no mundo em combate ao Covid-19

O uso e desenvolvimento da IA no mundo em combate ao covid19.

A pandemia mobilizou a ciência e as empresas de tecnologia no combate ao covid-19, que trabalham arduamente com o objetivo de compreender os diferentes aspectos desta doença e projetar alterativas de tratamento e prevenção.

Uma das tecnologias mais comentadas no mundo é o uso da Inteligência artificial (IA) no Canada pela empresa BlueDot, proprietária do software para rastrear e conceituar a disseminação de doenças infeccionas utilizando a plataforma de IA. Essa ferramenta detectou precocemente um conjunto de casos de “pneumonia” incomum que estava ocorrendo em Wuhan (China) e o sinalizou, dias depois a OMS declarou o surgimento do Covid19.

No Brasil, os pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação de São Carlos da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), estão elaborando um modelo matemático da evolução da pandemia adaptado à realidade demográfica do Brasil. Já o Hospital das Clínicas, por meio da InovaHC, com a utilização do RADVID-19 para diagnostico rápido de casos suspeitos de covid através de tomografias e RX.

A Coreia do Sul é outro exemplo que fez uso de IA e big data para apoiar avaliações de risco por meio de rastreamento e modelagem de casos, ou aumentar a eficiência no diagnóstico e tratamento de pacientes por meio da telemedicina habilitada para 5G e assim reduzir os casos de covid19.

Na mesma linha, a China tem feito pesquisa e desenvolvimento habilitados para IA onde estão sendo usados ​​para apoiar o desenvolvimento de uma vacina COVID-19. A empresa Chinesa Infervision Technology Co., que realiza o diagnostico assistencial o qual é possível processar dezenas de tomografias de alta resolução, detectando em segundos os casos prováveis desta doença.

Alguns pesquisadores chineses desenvolveram uma ferramenta de IA que pode ajudar os médicos na triagem de pacientes com Covid-19. O sistema analisa amostras de sangue para prever taxas de sobrevivência comparáveis levando em questões informações complexas sobre a capacidade de sobrevivência / tratabilidade devendo esta informação ser um fator decisivo na priorização da triagem.

Já no Reino Unido, a empresa de IA, BenevolentAI, utiliza sua plataforma para entender as reações e sintomas do corpo humano ao covid19, com estas informações estão identificando medicamentos que podem ser utilizados para progressão do coronavírus. Esta empresa descobriu que alguns medicamentos tais como o Baricitinib para artrite reumatóide pode ser forte candidato no tratamento, com isto os testes com esta medicação continuam e estão em estágio avançado no US National Institute for Allergies and Infectious Diseases (NIAID) para verificação de sua eficácia no tratamento ao covid19.

E na terra do tio SAM este cenário não é diferente, vejamos alguns exemplos; Em Nova York, temos uma startup Graphen Inc,. que está analisando toda a sequência genética do novo coronavírus, incluindo variantes relatadas em todo o mundo, o software de IA é capaz de manter o vírus sob vigilância para rastrear como ele se espalha e as mutações que ele gera em vários estágios, bem como os especialistas tem o entendimento da evolução genômica do COVID-19 que ajudará no desenvolvimento de vacinas e tratamentos.

 

Já na Universidade de Stanford está hospedando COVID-19 e IA: A Virtual Conference para resolver essa crise de saúde pública, convocando especialistas para avançar na compreensão do vírus e seu impacto na sociedade, não apenas nas aplicações de IA em diagnóstico e tratamento, e na previsão do disseminação do vírus, mas também informações e desinformação, e o impacto mais amplo das pandemias nas economias, cultura, governo e comportamento humano.

A empresa C3.ai , situada na Califórnia, fundou um consórcio de pesquisa chamado C3.ai Digital Transformation Institute, incluindo instituições acadêmicas líderes, Microsoft e C3.ai, com o objetivo de enfrentar os desafios impostos pelo COVID-19 usando AI, o qual podem incluir estratégias para rastrear a propagação do vírus, prever sua evolução, redirecionar e desenvolver novos medicamentos e combater possíveis futuros surtos.

A Universidade Pública de Massachusetts, desenvolveu o FluSense, que é um dispositivo portátil de IA que é capaz de analisar sons de tosse e produzir modelos de contaminação, com isto pode-se controlar taxas de disseminação, permitindo ações prévias. (Fonte: Pixabay)

Na linha de iteração e relacionamento com pacientes, pensando no engajamento da população, grandes empresas, assim como a Amazon,que recentemente anunciou que o Alexa pode ajudar os usuários para determinar se eles podem ter contraído o vírus, fazendo uma série de perguntas relacionadas ao histórico de viagens, sintomas e possível exposição ao COVID-19. O Alexa também oferece conselhos aos usuários com base nas recomendações do Center for Disease Control (CDC). Outras características incluem cantar uma música de 20 segundos para ajudar a determinar quanto tempo as pessoas devem lavar as mãos e entre outros.

Poucos meses atrás, o governo americano convocou grandes empresas de tecnologia como, Microsoft, Google e Apple para ajudar pesquisadores da área médica no combate ao covid19 por meio de IA e solicitou ao Twitter e Facebook para que enfrentem as desinformações sobre a doença e anunciou o programa COVID-19 High Performance Computing Consortium, com o objetivo de acelerar o ritmo das descobertas científicas, financiando propostas de pesquisa.

Diante deste contexto com tantas frentes de utilização de IA ao redor do mundo, podemos perceber que a saúde tem como grande aliada a tecnologia e a construção de um cenário favorável é somente questão de tempo. Estamos mais do que nunca engajados em construir a infraestrutura necessária para garantir que tudo ocorra de forma rápida e eficiente, provendo condições para que no futuro possamos responder de forma mais ágil a situações de pandemias e outros surtos ao redor do mundo.

Caberá a nós, gestores de saúde e tecnologia, encontrarmos o melhor caminho para que a IA nos apoie cada vez mais nas ações de prevenção a saúde e no cuidado ao paciente, respectivamente.

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Patrícia Hatae, MBA em Gestão de TI, Pós em Adm. Hospitalar e Gerente de Projetos e de Tecnologia em Saúde.

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