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O papel da tecnologia na integração humana em época de Isolamento

Neste momento nossos profissionais estão sofrendo muita pressão, passando por angústias e incertezas. Este cenário proporciona um desgaste emocional sem precedentes e para que a gestão de pessoal possa dar conta dessa crise, que envolve tantos profissionais de saúde, será necessário que gestores e instituições se adaptem ao uso de novos recursos tecnológicos suportando assim seus colaboradores e melhorando a experiência deles de forma remota.

Com este cenário, como a gestão de pessoas e a tecnologia podem proporcionar uma melhor experiencia?

As especialistas em gestão de pessoas com conhecimento e vivência na área da saúde, Christine Brunazi Mattos e Luciana Silva, compartilham suas ideias neste artigo sobre os bastidores e como a tecnologia tem apoiado a gestão de pessoas neste momento.

Segundo Christine, Consultora de Recursos Humanos, especializada em modelos de gestão estratégica de pessoas “as organizações mais conservadoras foram submetidas a rápidas políticas de home office e com isso uma modernização em seus recursos e ferramentas. Os profissionais por sua vez, foram desafiados a uma imersão no mundo de trabalho à distância sem degustação prévia do que isso significa na prática. A verdade é que, embora exista uma percepção favorável sobre o tema, cumprir jornadas a distância em período de isolamento social exigiu um aprimoramento que transborda as premissas de uma boa prática remota pautadas em organização, planejamento e disciplina. Essas três qualidades são essenciais para manutenção da produtividade, mas deixaram de ser o desafio da vez abrindo espaço para o desenvolvimento de novas competências e comportamentos.

Dentre as múltiplas inteligências, a Inteligência Emocional ganha proporções maiores neste cenário tão marcado pela incerteza, complexidade e ambiguidade, em que os sentimentos de medo e preocupação estão tão presentes. Pessoas são sistemas complexos e dinâmicos por si só, e a quantidade de informações ao redor e a necessidade de adaptações em que são submetidas dificulta o processo de identificar os próprios sentimentos, controlar e dirigir emoções conquistando assim a automotivação.

De forma resumida, trata-se de autoconhecimento, em um exercício diário de observar os sinais e as suas reações. Quando somos bem-sucedidos nesta forma de relação também nos tornamos mais abertos e dispostos para a relação com o outro.

De acordo com o jornalista e autor, Daniel Goleman, a Inteligência Emocional também permeia as habilidades de reconhecer as emoções das outras pessoas e de desenvolver relacionamento interpessoal. Mas como fortalecer a empatia e as habilidades sociais durante o isolamento? Sem dúvida, através da junção de sensibilidade com tecnologia.

O novo modelo de trabalho impôs uma relação diferente entre os profissionais, sendo a forma de comunicação a principal mudança. Culturalmente, exercemos uma comunicação rica em gestos, sinais, expressões faciais e corporais, que ficaram prejudicadas devido à distância física. Cabe então aflorar o campo de percepção e a sensibilidade para buscar formas de conexão e sinergia.

Tais conexões também são o melhor meio para captar informações sobre a saúde física e mental de um grupo por meio de uma escuta ativa. Todos se encontram com algum grau de fragilidade emocional e contar com uma rede interna de apoio contribui para o sentimento de pertencimento e bem-estar. Uma boa iniciativa para estabelecer vínculo à distância é sugerir que o daily meeting ou mesmo outras conversas e reuniões iniciem com o compartilhamento das emoções e preocupações, bem como dos aprendizados e desafios superados.

Neste momento, contar com as tecnologias disponíveis não deve ser só uma tentativa de atender a uma necessidade pontual, mas aproveitar a oportunidade de inclusão digital em atividades antes não percebidas. Com bastante facilidade, é possível adotar ferramentas, aplicativos e sistemas de comunicação, relacionamento e educação para suportar todos os rituais realizados anteriormente, seja na gestão direta de pessoas ou na gestão de quaisquer relações com o trabalho. O importante é não descontinuar nenhuma prática e sim modernizar e ressignificar a forma. Isso porque, a transformação digital, apenas iniciada para alguns profissionais e empresas, será a base do novo normal!”.

Para a especialista em Recursos Humanos e psicanalista, Luciana Silva, ter um RH multidisciplinar nunca fez tanto sentido nesta pandemia. Como não poderia ser diferente, o principal foco do RH tem sido a saúde (Física e Mental) de seus colaboradores.

Ações emergenciais tiveram que ser executada rapidamente. Tais como:

  • Trabalho em Home Office;
  • Comunicação e disponibilidade de informação;
  • Avaliação e implantação de novos modelos de trabalho;
  • Revisão e digitalização de processos e políticas;
  • Implantação treinamento online;
  • Desenvolvimento de líderes (Gestão à distância);

O papel da tecnologia durante o isolamento social e as mudanças de comportamento relativas ao trabalho computadores, notebooks, tablets e celulares se tornaram ferramentas de trabalho essenciais neste período.

O primeiro passo é saber qual é a infraestrutura necessária para o colaborador conseguir minimamente atuar em casa. Outro ponto é o cuidado para evitar vazamento de dados, o colaborador em Home Office deve usar apenas as ferramentas disponibilizadas pela empresa com acesso remoto via VPN.

Toda esta dinâmica só foi possível com o envolvimento de 100% da equipe de tecnologia, pode atuar com agilidade e empatia com todos os colaboradores em home office.

Certamente todo este movimento nos trouxe aprendizado, novas habilidades, novas tecnologias e novas oportunidades de se reinventar.Passarmos por mudanças em nossas vidas se tornou inevitável devido ao momento que estamos vivendo, e assim, contamos cada vez mais com a tecnologia para nos mantermos conectados e produzindo.

Acredito que a maior parte de nós, líderes de equipes de tecnologia em meio a uma pandemia sem precedentes está muito focada no aqui e agora, com o apoio de ferramentas que ajudam a salvar vidas, através de uso de ferramentas digitais que oferecem diversos recursos, assim como a possibilidade de se trabalhar remotamente, oferecer segurança, suporte e sistemas integrados.

Assim como outros setores, o RH tem utilizado a tecnologia para estender as relações humanas e com isto vejo Gestão de Pessoas como apoio desta evolução do processo, com gestão da mudança compreendendo a experiencia humana.

 

Patrícia Hatae, MBA em Gestão de TI, Pós em Adm Hospitalar e Gerente de Projetos e de Tecnologia em Saúde.

Christine Brunazi Mattos, Pós-Graduação em Modelos de Gestão Estratégica de Pessoas, MBA em Gestão de Projetos

 Luciana de Sousa Silva, Bacharel em Administração de Empresas e Direito e Pós-Graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho

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