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Curso - O Básico de Interoperabilidade para Profissionais da Saúde Saiba mais

UVC, Corona Vírus e Bactérias

O QUE É UVC?

Os raios Ultravioleta são provenientes do Sol e chegam à superfície da terra de acordo com seu comprimento de onda.

Os raios de maiores comprimentos de onda, chamados de UVA (Ultravioleta A) – 315nm a 400nm (Nanômetros – equivalentes a um milionésimo de metro), atingem a superfície terrestre transpassando a camada de ozônio totalmente.

Os raios de comprimento um pouco menores, chamados de UVB (Ultravioleta B) – 280nm – 315nm, atingem em parte a superfície terrestre e parte fica na camada de ozônio e são os principais responsáveis pela produção da vitamina D no corpo.

Já os raios de comprimento menor, chamados de UVC (Ultravioleta C) – 2-200nm – 280nm, ficam na camada de ozônio, porém são ótimos germicidas quebrando o DNA e o RNA de fungos, bactérias e vírus.

HISTÓRICO DO UVC

Lâmpadas UVC vem sendo usadas desde o século 19 para matar germes, bactérias e vírus.

Niels Ryberg Finsen foi o primeiro a usar raios UV para o tratamento de doenças, inclusive ganhando o prêmio Nobel de Medicina em 1903. Ele inventou a lâmpada curativa Finsen, que foi usada com sucesso até os anos 1950.

Exemplos de uso podem ser vistos desde 1908, com a utilização de raios UVC para a limpeza dos reservatórios de água da cidade de Marselha na França.

Nos anos 1930, a Westinghouse desenvolveu as primeiras lâmpadas UVC comerciais

Depois da Segunda Guerra, UVC foi usada para esterilizar ar em hospitais, cozinhas, armazéns, açougues e frigoríficos, padarias, cervejarias, fábricas de bebidas e comidas, indústrias farmacêuticas, piscinas, tratamento de água, ou seja em todos os lugares onde a contaminação microbiológica possa ser um problema

Durante os anos 1950, UVC foi usada no controle e erradicação da Tuberculose

Desde o ano 2000, a utilização de um robô UVC como bactericida em hospitais no mundo todo complementando a conhecida desinfecção química começou a ocorrer e hoje um sem número de hospitais de primeira linha utilizam como por exemplo, Johns Hopskins, Georgetown University Medical Center, Duke University Medical Center, Duke Regional Hospital, Duke Raleigh Hospital, The Veterans Administration Medical Center em Cleveland, Northwester Memorial em Chicago, Mercy Hospital em Folsom, Robert Wood Johnson University Hospital Hamilton, Singapore General Hospital, Mayo Clinic (Que alega ter reduzido 30% as infecções cruzadas na área onde se usou o UVC, dentre muitos outros.

Há vários estudos mostrando a eficácia do uso de robôs UVC de desinfecção hospitalar.

https://www.infectioncontroltoday.com/environmental-hygiene/study-says-ultraviolet-disinfection-977-effective-eliminating-pathogens

https://www.infectioncontroltoday.com/environmental-services/uvc-disinfection-proven-science

https://www.dukehealth.org/blog/uv-light-helps-duke-hospitals-fight-transmission-of-superbugs

Dentre muitos outros estudos e pesquisas inclusive dentro das instituições supra citadas.

O CUSTO DAS INFECÇÕES E VANTAGENS DO UVC

O custo das infecções pode variar muito e ser por diversas vezes muito grande:

  1. Ocupação estendida no hospital
  2. Ocupação desnecessária de leitos para tomar antibióticos de amplo espectro
  3. Hospitalização
  4. Redução do volume de cirurgias a serem feitas em uma sala cirúrgica ao dia
  5. Redução de número de leitos disponíveis
  6. Redução da quantidade de tomografias realizadas em um dia
  7. Redução do uso de espaços do Hospital (Ex. Elevadores para o uso de pacientes COVID-19)
  8. Ampliação de serviços de esterilização de ar condicionado, água e outras instalações do hospital
  9. Perda de materiais (Cirúrgicos, Lavanderia, etc.)

Sem falar na intangibilidade que muitas vezes é até mais grave.

  1. Segurança dos pacientes
  2. Aumento de morbidade dos pacientes
  3. Mortalidade
  4. Ausência de profissionais da saúde por infecção
  5. Perda de renda e tempo para as famílias dos pacientes
  6. Dor

Outros benefícios da tecnologia UVC:

  • Não deixa resíduos
  • Evita infecções cruzadas
  • Pode controlar eletronicamente o momento de início e de fim da desinfecção
  • Aplicação e eficácia em torno de 5 a 20 minutos
  • Não tem cheiro
  • É tecnologia aprovada em mais de 70 países
  • Complementa a desinfecção química matando as superbactérias. Não há superbactérias para o UVC
  • Mata o CORONAVÍRUS, Legionela e outros…

OS RISCOS DE USO DOS RAIOS UVC

Os raios UVC tem que ser usados com o devido cuidado já que causam alguns problemas em caso de contato direto do ser humano com o raio.

É sabido que os raios UVC podem ser nocivos aos seres humanos inclusive referenciados em alguns lugares como possível causadores de câncer de pele, por exposição prolongada. Porém há estudos que indicam que isso não é verdade.

Geralmente há a utilização de fontes pontuais de UVC e seu comprimento de onda associado à distância que o raio pode ter do ser humano, indica uma absorção na pele somente na camada de células mortas não atingindo as células vivas.

Uma ação prolongada de contato com o UVC pode gerar alguns problemas como por exemplo lesões na córnea (“olhos de soldador”). O usuário afetado pode apresentar lacrimejamento, fotofobia e conjuntiva.

E seu efeito é existente de 24 a 72 horas além de que pode ser tratado com antibióticos.

Já na pele, os riscos incluem vermelhidão ou ulceração da pele.

Há os que dizem que até os raios UVC gerariam se em exposição prolongada, um risco de câncer de pele. Mas o que realmente está provado é o risco em caso de comprimentos de onda maiores como os raios UVB.

Em estudo existem os raios far-UVC de comprimentos de onda de 207 a 222nm. Ainda não comprovadamente livres de efeitos aos seres humanos, porém está em vários estudos para verificar se podem ser eficientes como germicidas e para descontaminar os vírus em locais com passagem de pessoas sem criar quaisquer efeitos no corpo humano, indicando um caminho futuro bastante interessante para este tipo de necessidades até mesmo para matar vírus como o Corona Vírus.

O fato é que o tempo de exposição, a potência da lâmpada, e o alcance/distância do raio são pontos chave nos efeitos aos seres humanos.

Portanto, ainda que quaisquer dos quadros acima expostos sejam recuperáveis e não tão graves quanto os causados pelos raios UVB, o respeito dos fabricantes aos padrões internacionais, e o uso de robôs com controle de presença humana, que com esta detecção, se desligue imediatamente e poder operar o equipamento à distância, são fatores fundamentais do uso de qualquer equipamento deste tipo.

LED UVC vs LÂMPADAS UVC

Um grande volume de equipamentos portáteis com LED UVC está sendo vendida em grandes redes de mercados e empresas de varejo de tecnologia em nuvem como uma grande solução para a eliminação do Corona Vírus. Há que se tomar muito cuidado com os produtos Fake no mercado, já que as LED UVC muitas vezes não alcançam os comprimentos de onda em foco, chegando até a 400nm o que de forma alguma desinfecta ou descontamina algo, e/ou os que tem funcionamento eficaz tem que possuir um número bem alto de LED UVC para fazer frente à mesma capacidade e potência da lâmpada normal UVC.

A UVC DISINFECTION

Nasce em 2019, a primeira empresa brasileira fabricante dos robôs UVC com produto com engenharia e fabricação totalmente nacional.

A empresa é inovadora e trabalha com projetos customizados e personalizados, tendo conhecimento e foco no ambiente hospitalar, ainda que também atue em áreas industriais, domésticas, supermercados, e outras atividades.

A empresa já realizou testes comprovados de aniquilação de SWABs específicos de bactérias comuns aos hospitais com sucesso e com tempos e alcances de distâncias de desinfecção e descontaminação maiores que seus pares no mercado mundial, dada a inovação aplicada ao projeto de seus robôs, já com liberação de comercialização da ANVISA, e podendo limpar ar condicionado central e local, água e dutos, salas de cirurgia(Muito mais rápido e eficaz do que por exemplo esperar o material químico que muitas vezes é aplicado e continua sendo útil, secar), salas de exames (Ex. TCs), apartamentos, enfermarias, salas de diálise incluindo as cadeiras e equipamentos, monitores, teclados e mouses, elevadores (Também comum nesta época do COVID-19) e muitas outras aplicações para eliminar bactérias e super bactérias em complemento às já utilizadas desinfecções químicas hospitalares feitas pelas importantes áreas de CCIH ou SCIH, e como já comentado anteriormente pelo estudo realizado pela Mayo Clinic, capaz de eliminar mais 30% das bactérias além das desinfectadas pela desinfecção química, e capaz também de matar com facilidade o vírus do Corona Vírus através da quebra do DNA do mesmo.

Avi Zins CEO – Carei Strategic Consulting

 

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